Atualmente, vemos o início de uma mudança de pensamento da população em relação à educação financeira e aos investimentos.

Mas quando falamos de investimentos, é impossível não pensar em outra palavra: RISCO! Conheça os Riscos nos Investimentos e proteja-se!

O medo de perder nosso tão suado dinheirinho é algo que sempre passa pela cabeça de quem está começando a investir no mercado financeiro, mas, para que isso não se torne um empecilho para alcançar nossa tão sonhada liberdade financeira, devemos entender melhor o terreno no qual estamos pisando.

O risco nos investimentos, de forma geral, é a probabilidade de se ter um resultado diferente daquele que se esperava inicialmente. Esse risco não pode ser totalmente eliminado, porém, pode ser minimizado, como veremos a seguir.

Quais são os riscos nos investimentos

Hoje, separei neste artigo os três riscos nos investimentos que podem ser considerados “mais comuns”. São eles: risco de liquidez, risco de mercado e risco de crédito.

Riscos nos investimentos: risco de liquidez 

O risco de liquidez está associado à dificuldade em vender um ativo pelo seu “preço justo”, devido à falta de pessoas interessadas em comprar esse ativo, a tal da lei da oferta x demanda, e também o custo de oportunidade.

Um bom exemplo é quando temos um imóvel e precisamos vendê-lo, e no momento não há compradores interessados, e como há a necessidade se ter o montante financeiro em mãos, abaixamos o preço de venda para conseguirmos atrair compradores e conseguir concretizar a venda. Ou seja, não vendemos o imóvel pelo seu “preço justo”. 

E assim como o exemplo da venda de um imóvel, o mesmo pode acontecer dentro no mercado financeiro, quando negociamos um ativo que tenha baixa liquidez. Ou seja, há um pequeno fluxo de negociação com o ativo, e mediante a necessidade de vender tal ativo, não conseguimos vende-lo pelo seu preço justo

Riscos nos investimentos: risco de mercado 

O risco de mercado refere-se às oscilações nos preços dos ativos. Essas oscilações são naturais do mercado, e elas estão sujeitas a tudo que acontece no mundo, como por exemplo: variação cambial, questões políticas, cenário econômico, fatores climáticos. Ou seja, cada fato que acontece no mundo pode valorizar ou desvalorizar o ativo. 

Sendo que podemos dividir esse risco em dois tipos: o risco sistemático e o não sistemático.

Risco sistemático: é aquele no qual não temos controle, ele afeta o mercado e o sistema financeiro como todo. Um exemplo que vivenciamos recentemente foi a queda da bolsa com a pandemia do COVID-19. É o tipo de situação que independente do setor do ativo, ele será afetado.

Risco não sistêmico: envolve uma empresa específica ou algum setor da economia, neste caso apenas as empresas ligadas a este setor serão impactadas. Um exemplo foi a crise hídrica do segundo semestre de 2021, que impactou no preço das ações das empresas ligadas ao setor de energia elétrica.

Riscos nos investimentos: risco de crédito

É aquele risco associado a um possível “calote” da instituição financeira emissora do ativo negociado.  Ou seja, é a possibilidade da instituição financeira “quebrar” e não conseguir cumprir com seus compromissos.

Para entender melhor esse tipo de risco, pense na situação hipotética: você comprou um CBD ou até mesmo deixou seu dinheiro “rendendo” na poupança, e esse mesmo banco venha a falir, e não consiga cumprir mais seus compromissos com seus clientes.

Como reduzir riscos nos investimentos

Uma das estratégias para minimizar os riscos nos investimentos é diversificação: você provavelmente já ouviu alguém falar “não coloque todos os ovos na mesma cesta”.

Pois, às vezes, a desvalorização de um ativo da sua carteira, está associado com algum acontecimento no setor deste ativo, mas outros setores podem estar performando bem, valorizando as ações desse setor.

Por isso, tenha ao seu lado profissionais competentes e certificados para te orientar de maneira mais assertiva no mercado financeiro. Esses profissionais entendem melhor seu perfil de investidor e podem te ajudar a entender melhor qual produto é adequado ao seu perfil de investidor.

Mas, e em relação ao risco de crédito, e se o banco falir? Eu perco todo meu dinheiro aplicado no banco? Calma, no meu próximo artigo vou falar sobre o FGC, o Fundo Garantidor de Crédito. Até lá!